Tuesday, November 18, 2008

"I feel this great... pressure. On me. It crushes me."

Well, I feel this great yearning. For all the mes I've been and lost in memory. The me who had his front teeth. The me who felt lust from hair to toe tip. The me who believed.

Pain... has always been with me. My head hurt like it was being crunched when I was 4. Now it's ok, but my dead front tooth hurts like... like it's dead. A dead lump of calcium hanging from my gums.

I wish I didn't care. Just stick whatever on it's place. Give me a rifle. Let me shine in the jungle. Let me light the enemy. Let me run, and forget.

Shine, shine in the jungle.

Shine in the dark.

I miss those summernight confessions. I miss that Asian girl from the Amazon. I miss all those dreams. I miss believing all would be fine once they came true.

They've come and gone. I'm middle aged now. I feel like a child. Something just didn't grow up. It never will. I want to be a child forever. I want to play in the fields. But I'm too old for innocence. I want to play in the fields of death, of blood, of iron. I want to shoot and to be shot at. I want to humiliate my enemy. Or let him release me from this land of dead.

Life is a procession of shadows. These tears feel like they'd have dried long ago.  I cry like I cried when I that scared skinny child. I want to go on crying. Caring nothing about shame. And running into the fields of killing. I want to shoot my enemy. I want him to relieve my burden. I want life to take it's course. I want it to leave my body, to release my soul into the void of oblivion. I want to get far from all I've known, from the few who look up to me, from the few who hold me hostage to these killing fields.

I want to run to the fields of killing. I want to shoot and to be shot. I want to forget and to remember. I want to humiliate my enemy. I want to lose my heart in the bliss of glory. I want to bury my rage in the bile of shame. I want to shoot and be shot. I want to take territory. I want to remember how it was when I believed. When I had hope. When my teeth were all alive. When my heart throbbed, when my love pumped up, when I believed in lust.

And just as I got it, I lost it. I landed back to this world of rules and expectations. I'm back from my fields, sitting in this corporate chair, surrounded by the family I love, by the family I dread. My outburst was cut in the middle. Believed in Lust doesn't wrap it up. But I'm not there anymore to know what should come next. I'm here with you, in these killing fields, in these streets of sorrow, in this ocean of platitudes, in this everyday life of the common man. My heart is deaf, my soul is mute. So this is where I stop.

Make me a child again. I want to try it all over again. I want to do it right this time. 

Monday, April 28, 2008

Não lembro a partir de quando notei meu profundo desconforto para com a literatura brasileira. Aparentemente não foi um processo contínuo, porque interrompido por várias experiências positivas mesmo em uma época em que esse desconforto já devia estar bem estabelecido. A experiência mais recente foi há apenas 4 anos, quando li O Amanuense Belmiro para mais uma tentativa de voltar à faculdade. 2004 foi um ano bastante estranho, comigo de volta do exterior depois de ter ido para lá pensando em não mais voltar, e Cyro dos Anjos deve ter me oferecido algum tipo de identificação na minha perplexidade. Em 2000, também tentando voltar à faculdade, descobri que minha namorada de então estava certa sobre Guimarães Rosa ser um gênio. Do livro Manuelzão e Miguilim, li a história de Miguilim e e terminei com um nó na garganta depois do incidente com o irmão de Miguilim. Quando criança, li quase toda a coleção do Picapau Amarelo e até hoje lembro dessa época como uma incrível viagem pela esfera de fantasia em torno da realidade.

Mas essas foram as exceções. Minha experiência geral na verdade me deixou com a sensação de que não sabemos fazer literatura, ao menos não a par com o que se faz de melhor no mundo.

Hoje estou motivado a tentar achar referências acadêmicas que comprovem ou me demovam dessa minha impressão, e meus alvos primários são respectivamente nosso maior sucesso de crítica, e o de público: Machado de Assis e Paulo Coelho.

Paulo Coelho é um enigma. Lembro de ver na mídia opiniões sobre ser um mau escritor, e lembro de conhecidos expressando a noção de que gostar de Paulo Coelho é basicamente algo constrangedor. Mas ultimamente tenho topado com conhecidos que gostam muito dele.

Machado de Assis é apresentado em livros de literatura, e por professores de literatura, como nosso maior escritor. Lembro quando em 1994 Millôr Fernandes escreveu uma coluna no O Globo sobre o senso de humor profundamente infame de Machado (lembro dele citando o célebre "melhor cair das núvens do que do terceiro andar") e recebeu uma enxurrada de cartas furiosas de leitores do jornal. E lembro como eu não pude deixar de concordar com MIllôr. Machado de Assis é uma leitura profundamente tediosa para mim. Lembro de ter gostado de Helena, mas li na época da novela com Tales Panchacon, eu devia ter o que, uns 10 anos de idade. Quando foi a hora de ler um livro de contos para, sim, você adivinhou, o vestibular, foi com profundo enfado que digeri "A Mão e a Luva", "A Cartomante". Comecei a ler Bras Cubas umas tantas vezes e não devo ter passado da metade. Chato. E nihilista.

Como estive lendo sobre a questão de Machado e os estudantes que o odeiam em um blog, http://www.alteregos.blogger.com.br/2004_07_01_archive.html, que sugere que esses estudantes têm muito pouco background de literatura, pensei em listar o que já li. Que não é nem uma incrível formação literária, nem tampouco o currículo de leitura do estudante médio. Ou sim? Deixo aberto ao julgamento.

Autores; data de leitura (nasci em 1975, dos títulos que li nos anos 80 lembro muito pouco); títulos;

Lobato, Monteiro; circa 1983; Reinações de Narizinho; (praticamente a coleção toda de Sítio do Pica Pau Amarelo);
Marins, Francisco;circa 1986; Série Taquarapoca; Série Expedição aos Martírios; Série Ciclo do Café;
Dumas, Alexandre; circa 1986; Os Três Mosqueteiros; 20 Anos depois;
Dostoievsky; circa 1988; Crime e Castigo
Pushkin; circa 1988; A Filha do Capitão
Doyle, Sir Arthur Conan; circa 1986; Estudo em Vermelho;(praticamente a coleção toda de Sherlock Holmes);
Koch, C. J.; circa 1988; O Homem Duplo;
Fonseca, Ruben; circa 1991; Agosto;
Rosa, Guimarães; circa 2000; Campos Gerais (Manuelzão e Miguilim); Sagarana (circa 2004 - preciso pensar em outro layout para esta tabela);
Assis, Machado de; circa 1991; "Várias Histórias" (A Cartomante, O Alienista, etc);
Conrad, Joseph; circa 2003; Nostromo (em inglês);
Kafka, Franz; circa 1994; O Processo; A Metamorfose; Carta ao Pai; Cartas a Felice;
Lobo, Antonio; circa 2004; Nos Cus de Judas;
Saramago, José; circa 1999; O Evangelho Segundo Jesus Cristo;
Suskind, Patrik; circa 1999; O Perfume;
Sallinger, J. D.; circa 2008; The Catcher in the Rye;
Bradbury;
Clark, Arthur;
Asimov; Isaac;
Coelho, Paulo; ; O Alquimista (circa 1991); O Monte Cinco (circa 2004);

Vou tentar continuar esta lista. Não creio que faltem muitos autores (dos que eu lembro) para adicionar.