Wednesday, August 04, 2004

Cuz there's nothing else to do
Every me and every you
Alguns dias obcecado com australopitecines. Como se fosse um sinal, me passa Planet of The Apes na TV. Deve ser a aproximação de um novo totem. Um gorila talvez, um Australopithecus afarensis mais provavelmente. Lucy. Talvez seja uma constelação de totems, neandertais assombrosos, até elfos reapareceram. O tema é linhagem humana. Elfos estão ali, talvez no futuro, certamente no passado imaginário humano. Uma nova criatura, uma nova linhagem, nascida não da carne mas dos miolos. Como Palas Athenas.

A palavra chave é dopamina. Dopamina e paranóia. Esquizofrenia. Um mergulho na loucura em busca de respostas. Respostas químicas. Respostas respostas. A Ursa Maior é o Burocrata Celestial. Eu estou prestando mais dois concursos públicos. Tudo está conectado.

Olavo de Carvalho é um conspiracionista. Estou lendo Gurps Illuminati. Já viram o card de Iluminatti de uma de torres gêmeas explodindo? Esquizofrenia. Evolucionismo. Liberdade.

E a resposta. Há uma resposta! Normalmente há a sensação de que há uma resposta mas não há nenhuma. Ou há? Mas desta vez há uma resposta. Talvez seja uma resposta para o Javali Lanoso, Imbruglio. O caso é que para essa pergunta, quem é o Inimigo, ainda não tenho resposta. Ele se oculta. Mas a resposta eu tenho, para agora, e ela é: stick.

Isso. Um pau. Chimpanzés usam paus para atacar bonecos de leopardo. Os australopicinos e provavelmente o ramidus também deviam usar paus. Quem deve ter afiado o primeiro pau? Pointed sticks. Não lembro se há artefatos australopitecinos, parece que não há. Mas pointed sticks se consegue muito fácil, basta quebrar um. Eu já produzi alguns assim, no passado. O Homem do Pau. Eu era obcecado por sticks. Talvez um sinal. A resposta é um stick.

Mas não há a resposta para a resposta. Quero dizer, o que eu vou fazer com um stick? Que stick eu vou arrumar? Havia uma borduna em casa, nos anos 70. Índios vão ao Congresso com bordunas. Imagine se eu fosse com minha M-16 de antes da queda. Ambos matam. Talvez uma katana. Mas deve ser caro, e não. A resposta é um stick, de madeira. Um boken seria maravilhoso. A desculpa pode ser fazer ginástica. Posso perguntar na academia onde arrumo. *Bastão*! Lembrei como se diz stick em português. É isso, bastão. É o que é preciso, um bastão.

A queda foi uma ilusão. Eu nunca saí realmente do Exército. Ele pelo menos não saiu de mim. É uma experiência para sempre, mas do jeito que eu saí, socialmente, eu caí, não fui soldado. Mas eu fui. Teve um significado. Os jogos de guerra tiveram e têm um significado. Ser um guerreiro, não em um sentido romântico, mas muito prático, de casta. Está no meu modo de pensar, e influencia minhas ações e minhas influências. Quero dizer, meu filho vai ser um filho de soldado, ainda que o povo não o reconheça. Ele vai se tornar um soldado e o povo ignaro não vai perceber por que. Mas é porque ele nasceu em uma linhagem guerreira, de jogos de guerra e uma experiência crepuscular na guerra. Uma experiência entre a fantasia e a realidade, breve e questionável, mas definitiva. A M-16 faz parte de minha personalidade como se eu a tivesse realmente usado. Menos, naturalmente, quantitativamente, mas efetivamente, qualitativamente.

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